O que é coliving e quantos tipos de moradia compartilhada existem?

O que é coliving? Saiba mais sobre essa tendência urbana de moradia

coliving

Se você tem tentado entender o que é coliving, mas ainda não descobriu porque essa tendência urbana de moradia ganha força no Brasil, chegou a hora de compreender como ela funciona e suas vantagens.

A praticidade dos tempos atuais somada a outros fatores, como a crise, fortalece esse cenário dominado pelos princípios da economia colaborativa. Assim, mais pessoas podem desfrutar de um bom imóvel e aproveitar as boas oportunidades dessa experiência.

Se quiser entender melhor o que é coliving, continue lendo e aprenda com as informações a seguir.

O que é coliving e quantos tipos de moradia compartilhada existem?

O coliving é uma forma de moradia na qual os moradores, geralmente inquilinos, têm um quarto exclusivo para si na casa, mas dividem as demais áreas, como cozinha, varanda, quintal e, em alguns casos, o banheiro.

Essa alternativa surgiu na década de 1960, na Dinamarca, inspirada no modelo de cohousing. Rapidamente se espalhou pela Europa, Canadá e Estados Unidos. Hoje, os tipos de moradia que caracterizam o coliving são:

  • roam: você paga pelo aluguel de um quarto que pode ser desfrutado em diferentes partes do mundo, todos ligados à empreiteira proprietária;
  • república: talvez a forma mais conhecida no Brasil, se limita a estudantes e pode contar com a presença do proprietário no imóvel;
  • flatsharing: pessoas de origens e finalidades diferentes se juntam em uma casa sem a presença do proprietário, tendo maior autonomia.

Das três modalidades acima, o flatsharing, que é equivalente ao cohousing, é o que tem mais chamado atenção. Isso se dá justamente pelo nomadismo digital das gerações mais jovens, entre os 20 e 30 anos, e que têm uma relação menos fixa com trabalho e moradia.

Como o coliving funciona e como serve de estímulo à economia colaborativa?

Entender como o coliving funciona e estimula a economia colaborativa ajudará você a vislumbrar o grande valor que essa alternativa oferece ao mundo atual. Muitas cidades, inclusive em países de economia desenvolvida, enfrentam o problema de não ter imóveis suficientes para aluguel. Mais uma vez, o coliving desponta como solução. Confira os tópicos que elencamos logo abaixo.

Consumo colaborativo de suprimentos

Dependendo do acordo feito na residência a ser compartilhada, o consumo colaborativo de suprimentos pode ser uma das formas de abastecer a alimentação. Isso significa que alguns ingredientes principais, como leite, pão, arroz e feijão podem ter o seu custo e usufruto dividido entre os moradores. Assim, ninguém fica sem e também pesa menos no bolso ao pagar de forma coletiva.

Reaproveitamento de água e captura de energia sustentável

Muitos imóveis adaptados para o coliving já tem um sistema de reaproveitamento de água e captura de energia sustentável. Moradias ecologicamente corretas são uma realidade em alguns países e essa tendência urbana, que está chegando ao Brasil, procura seguir essa lógica.

Divisão de tarefas básicas e trocas de objetos e equipamentos

Não ter que arrumar a casa toda sozinho sempre é muito bom, não é mesmo? No coliving, tudo o que é do interesse de todos envolve o comprometimento de cada morador. Além disso, o bom senso de compartilhar utensílios de cozinha ou mesmo uma impressora e computador de mesa pode fazer parte desses acordos.

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Possibilidade de trabalhar conjuntamente

Ainda que você não venha a desenvolver parceiros profissionais nessa vivência, vocês podem separar um local da casa para ser o ambiente comum de trabalho. Esse espaço de troca possibilita novas ideias, aprendizados e tudo mais que uma convivência saudável permite.

A qual público o coliving se destina?

Ainda que não exista nenhuma proibição relativa à faixa etária, é fato que pessoas mais jovens e com uma vida, inclusive profissional, mais dinâmica tendem a se adaptar melhor ao coliving. Os nômades digitais e profissionais habituados ao coworking se dão bem nesse tipo de moradia, que só tende a crescer no país devido às mudanças no mundo do trabalho e estilo de vida.

Como definir se essa é a alternativa ideal para investir?

Se você tem um imóvel em uma área ou mesmo uma cidade que pode atender o público com maior apelo para coliving e ainda não considerou essa possibilidade, então é hora de rever o potencial da sua propriedade. Conforme adiantamos em outro ponto desse post, a própria condição financeira de muitas pessoas faz com que essa opção de moradia seja a mais viável e mais procurada.

Afinal, poder morar em um local privilegiado, mas dividindo as contas e tornando essa possibilidade menos onerosa aos moradores é algo bastante desejável, sobretudo para quem ainda não tem filhos e está em uma fase de vida de maior liberdade individual. Mesmo pessoas mais velhas e solteiras também podem se interessar por essa modalidade, ampliando o leque da sua possível clientela.

Se você tem um imóvel com mais de 1 quarto ou mesmo tem condições de realizar reformas a fim de adaptá-lo para o coliving, considere fazer isso. Você verá que poderá ter bons rendimentos por meio dessa alternativa e encontrar mais facilmente pessoas disponíveis a pagar pelo preço que exige.

Como garantir uma boa convivência entre os moradores do coliving?

Bom, pessoas diferentes com gostos e formas distintas de agir e pensar certamente precisam de algum alinhamento para poder conviverem em paz ao dividirem uma mesma casa. Nesse sentido, estabelecer algumas regras básicas a fim de manter não só a harmonia entre os moradores, mas a própria preservação do imóvel é essencial.

Lembre-se também de que uma casa bem organizada é um atrativo para outros moradores que possam vir a ocupar a propriedade. Por isso, não só eles, mas você também tem muito a ganhar cuidando dessa parte. Algumas regras que pode estipular são:

  • limite de horário para som e demais barulhos;
  • dias e horários de limpeza da casa;
  • data determinada mensalmente para pagamento de contas;
  • limitar alterações severas na decoração e estrutura do imóvel, a fim de não descaracterizá-lo completamente;
  • determinar como funciona visitas na casa, a fim de respeitar também o espaço e sossego dos vizinhos.

É claro que você não precisa transformar o seu imóvel em regime fechado, no qual as pessoas se sintam privadas de suas liberdades, até porque isso afugentaria possíveis inquilinos. Contudo, não é possível também viver totalmente sem regras e é importante que você valorize aquilo que fará bem a todos, inclusive a você como proprietário.

Lembre-se de que rotatividade será algo comum nesse tipo de moradia, já que a maior parte das pessoas que se interessam por esse modelo tem uma vida mais dinâmica e menos arraigada ao local que moram e trabalham. Justamente por isso, essas regras podem ser úteis para manter a preservação do imóvel e também a boa convivência entre os moradores, evitando desgastes para todas as partes e tornando tudo mais simples, fácil e prático.

Agindo com equilíbrio e sabedoria é possível atingir excelentes resultados. Saiba ponderar cada uma dessas questões e contribua para uma convivência pacífica e funcional dentro da sua propriedade. Aproveite as informações deste post para avaliar se estarão adequadas aos seus objetivos de investimento em imóveis. Ter a mente aberta para novas possibilidades pode ser bastante vantajoso.

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