Como é calculada a taxa de condomínio de um apartamento? - Blog César Rêgo Imóveis

Como é calculada a taxa de condomínio de um apartamento?

Não importa se você mora de aluguel ou no próprio apartamento, a taxa de condomínio é uma despesa recorrente no seu orçamento. O mesmo vale para as casas, em loteamentos privados e protegidos. Sendo assim, elaboramos este post para examinar em detalhes todos os custos embutidos nessa obrigação mensal.

Além disso, aproveitamos para explicar a importância dessa taxa e do planejamento financeiro, evitando a inadimplência e todas as consequências que isso implica no seu dia a dia. Portanto, não perca a chance de se manter atualizado no tema e acompanhe esta leitura!

Por que a taxa de condomínio é importante?

De certo modo, é bem comum que as pessoas torçam o nariz para o pagamento dessa taxa. Muitas vezes, tem-se a impressão de que é um custo desnecessário, como se fosse um investimento sem retorno. Mas para entender a importância dessa despesa, precisamos retornar ao conceito do condomínio.

A palavra condomínio remete à ideia de propriedade comunitária, ou seja, um bem compartilhado. No universo imobiliário, os condomínios existem na forma de prédios, conjuntos residenciais, centros comerciais e afins. Nesse contexto, todos os membros dessa comunidade privada têm obrigações com a manutenção do bem comum.

Neste post, vamos adotar os condomínios residenciais de apartamentos como um exemplo. Enquanto prédio — ou conjunto de prédios —, o condomínio possui uma série de obrigações tributárias, sanitárias e operacionais para continuar funcionando. É com base nisso que surgem os gastos de manutenção, terceirização e melhorias.

Sendo um bem comum, todos os moradores da comunidade devem arcar com os custos necessários para a permanência desse ambiente, contribuindo mensalmente com as despesas do condomínio. Então, surge a ideia de divisão proporcional de gastos, ou rateio, como se chama no meio imobiliário.

Assim, é possível diluir os altos custos de manutenção em valores menores, divididos pelo número de apartamentos no prédio. Com isso, recai sobre o proprietário o pagamento dessa taxa, caso ele seja morador ou o imóvel esteja vazio. Quando o imóvel é alugado, essa obrigação é transferida ao inquilino, como sugere o contrato de locação.

O que compõe a taxa de condomínio?

Gastos ordinários

Nos gastos ordinários, entram todas as despesas fundamentais e variáveis para o cotidiano do condomínio, como se fossem os custos operacionais de uma empresa. Estão incluídas as contas de água, energia elétrica, telefonia, internet, gás e outros custos administrativos, como a contratação de uma consultoria condominial, responsável pela gestão dos valores.

Para além disso, também se deve acrescentar os valores da folha de pagamento de todos os empregados fixos, como os porteiros, zeladores, jardineiros, síndicos e afins. Por fim, somam-se os custos de manutenção e preservação do o perímetro, além da aquisição de materiais de limpeza e equipamentos necessários à conservação do prédio.

Gastos extraordinários

Como o nome sugere, essas são as despesas inusitadas, que não são previstas na rotina de serviços do condomínio, mas que ainda assim precisam ser realizadas para garantir as condições estruturais e de bem-estar aos moradores. Estão nessa categoria os gastos com reformas, pinturas, ampliações, instalação de sistemas e afins.

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Por último, e não menos importante, essa categoria ainda contempla os valores para a constituição do fundo de reserva. Esse recurso funciona como um colchão de segurança ao prédio, garantindo que, mesmo em casos de inadimplência, o condomínio se mantenha sustentável, absorvendo os custos por alguns meses de emergência.

Como a taxa é dividida?

Outro detalhe interessante na taxa de condomínio é o método utilizado para a divisão dos valores. Hoje em dia, existem duas abordagens que são utilizadas pelo mercado. Uma prioriza a proporcionalidade, e a outra, a igualdade. Confira!

Fracionária

Conhecida como a divisão por fração ideal, esse método sugere que os moradores paguem uma taxa de condomínio proporcional ao tamanho de seu imóvel. Nesse caso, unidades maiores pagam mais.

Unitária

Já a divisão por unidade retira os critérios de avaliação individual, simplificando o cálculo. Basicamente, a divisão é feita pelo número de imóveis, independentemente do tamanho de cada unidade. Nesse caso, todos pagam o mesmo.

No fim das contas, ambos os métodos apresentam abordagens bem diferentes e até mesmo polêmicas no ponto de vista dos proprietários. A divisão fracionária é, antes de qualquer coisa, uma solução de equidade, entregando custos maiores aos imóveis desproporcionalmente grandes.

Nesse caso, o proprietário de um apartamento de apenas um quarto não pagará o mesmo que o morador da cobertura. Mas aqui é interessante lembrar que a diferença não é drástica, apenas o suficiente para justificar a desproporção de área e demanda sobre o prédio, que existe entre as duas unidades.

Quais são os perigos da inadimplência?

Pagar o condomínio é uma prática inerente ao bom senso, em que você se afirma como um contribuinte interessado no bem-estar de sua comunidade. Entre as consequências indiretas, a inadimplência atinge a todos, com a diminuição dos serviços, queda na eficiência, limpeza e segurança da propriedade.

Mas são os impactos diretos que mais interessam ao consumidor, pois afetam o nome e o bolso do proprietário. Em últimos casos, a inadimplência de débitos de condomínio pode levar a execução da despesa para a Justiça, fazendo com que o imóvel seja penhorado para quitar as dívidas.

Para além disso, também é importante observar a parcela de obrigação dos inquilinos. Em contrato, fica expresso que o locatário só é obrigado a quitar os custos ordinários. É por conta disso que, em situações de reformas, pinturas e investimentos, o inquilino deve entrar em contato com a imobiliária, para que ela comunique o proprietário e repasse esses custos a ele.

Por fim, destacamos a importância do planejamento financeiro para o seu bem-estar econômico. Entre todos os gastos, o condomínio sempre deverá estar presente nas suas planilhas e anotações, garantindo previsibilidade aos pagamentos e evitando qualquer possibilidade de inadimplência. Assim, você se livra de multas, juros, encargos e outros inconvenientes que poderiam perturbar tanto o seu sono como o seu bolso.

Gostou de aprender mais detalhes sobre a taxa de condomínio? Então continue sua imersão no assunto e confira nosso artigo especial sobre locação de apartamentos. Você vai conhecer os principais custos mensais dessa modalidade!

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